17/04/2008

Ubatuba - Parati (fev/2008)




Há aproximadamente 10 anos, imaginei que seria um passeio legal...
Ir de Ubatuba a Parati pedalando!!!

Somente neste ano (2008) consegui executar tal viagem!
Graças ao envolvimento com o CAB (Clube dos Amigos da Bike) em 2007 e suas conseqüências.

Que conseqüências?
Pedalar com certa freqüência...
Fazer novos amigos que me permitiram pedalar mais, com seus incentivos e, principalmente, com suas companhias!!!

Bem...
Alguém sabe o que significa “Início da 3A Faixa” ? ? ?

Sexta-feira, acordei cedo, arrumei um café da manhã, coloquei a farda de combate (camiseta do CAB, bermuda acolchoada, sapatilhas, luvas, capacete.... cueca e outros, acredito não precisar citar), arrumei as ferramentas, as barrinhas de cereais, águas e isotônicos.
Tempo nublado!!!!
...ainda bem!!!

Passei pela rodoviária de Ubatuba, acessei a Rodovia e parti para Parati...
No caminho, asfalto em boas condições, tráfego reduzido e um visual esplêndido!!!




Para registrar parte desse passeio, tive que disputar com minha bike quem tiraria as fotos...
...para tal, em cada vez, um critério foi decidido... por exemplo: menor largura, menor massa, menor idade, mais cabelo, etc... e pelas fotos, é possível concluir quem perdia e quem tinha que tirá-las...rs






Após 30km pedalados, começaram aparecer “Início da 3A Faixa”...
...somente depois de uns 10km que comecei a entender o significado disso!!!
Traduzindo: “F U _ _ U, SUBIDA!!!!!!”


Tentei fazer uma parada aos 35km, porém, fui violentamente atacado por borrachudos (O termo borrachudo é a designação comum a diversas espécies de insetos dípteros, da família dos simuliídeos, sendo famosos pelas fêmeas hematófagas)...tive que bater em retirada...

Um pouco mais acima (pois já estava numa dessas “3As Faixas”), encontrei um local com uma “ducha” improvisada... trazia água da serra, geladinha, refrescante... ruim demais... acho que fiquei meia hora tentando perceber o quão ruim ela era...rs
Papeei um pouco com um senhor, que parecia ser o dono do local, e prossegui...


Mais acima (ainda estava na “3A Faixa”), encontrei o famosíssimo Bar da Divisa e aproveitei pra fazer uma parada para reabastecimento (o meu, no caso).
Depois de comer barrinhas, beber e descansar, retomei a subida (simmmm... ainda na “3A Faixa”)...


Logo alcancei a Divisa entre os estados (ahhhh... o nome do bar fez sentido...rsrsrsrs), deixaria São Paulo para penetrar no Rio de Janeiro ! ! !

A poucos metros da placa “divisória”, um carro passou por mim e parou no acostamento... saltaram dois rapazes e começaram a festejar a passagem para o Rio de Janeiro... fotos, filmagens, champanha e muita farra...

Aproveitei a presença deles e pedi para que tirassem uma foto nossa (bike e biker) em frente à placa... E não é que o rapaz não sabia operar minha máquina fotográfica moderníssima!!! Ele nem sabia que tinha que esperar o filme rodar pra ter certeza de que a foto fora tirada... Essa juventude...rsrsrsrs
... e eles ainda ofereceram tirar uma foto na maquininha digital deles e me enviar por e-mail... que ofensa!!!!!!!!

Hora de prosseguir!!!
Passada a divisa, comecei a descer... descer... descer... Foram 5km ! ! !
Apesar da paisagem, não tive coragem de parar para tirar fotos...
A recompensa por tanta subida...
QUE DELÍÍÍÍÍÍÍÍCIIIIIIIIIAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!

Alguns trechos planos, mais fotos e alcancei Parati ! ! !
73,7km rodados...


Passeei pela cidade, comi um lanche, tomei sorvete, visitei as principais praias (+33km dentro da cidade)... e, após pensar muito na altimetria que acabara de conhecer, peguei um ônibus para Ubatuba!!!


Um sonho realizado!!!!!!!!

Metrô vai oferecer bicicletas em estações do centro e da Paulista

ALENCAR IZIDORO
da Folha de S.Paulo

Os passageiros do metrô de São Paulo terão bicicletas à disposição em algumas estações do centro e da avenida Paulista.

Eles poderão utilizá-las de graça por um período curto --estimado entre 20 e 30 minutos-- e terão de pagar uma tarifa de aluguel para mantê-las por mais tempo.

A proposta, inspirada numa integração bicicleta-transporte coletivo já difundida em Paris, foi acertada ontem por meio de uma parceria entre Estado, prefeitura e iniciativa privada. Os detalhes devem ser definidos dentro de duas semanas.

O objetivo, nas palavras do secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, é incentivar os deslocamentos de bicicleta em pequenos trajetos da capital paulista e ajudar a descongestionar a rede de metrô na região central.

Com a medida, a expectativa é que parte dos passageiros possa evitar alguns trechos menores às vezes superlotados na malha sobre trilhos, com a opção de pegar a bicicleta e deixá-la em outras estações ou em alguns pontos de entrega.

Portella afirma que a implantação do novo sistema deverá ocorrer até julho deste ano.

O financiamento das bicicletas e a instalação de estruturas nas estações ficará inicialmente a cargo da seguradora Porto Seguro --em troca da visibilidade da marca em bicicletas e estacionamentos--, mas outras empresas interessadas devem ser aceitas.

Para ter acesso às bicicletas, os usuários deverão se cadastrar para obter um cartão de integração com a rede do metrô.

Além do metrô e da seguradora (que já tem um programa de oferta de bicicletas em alguns estacionamentos), a reunião que acertou parte do projeto ontem teve a participação da prefeitura -incluindo Eduardo Jorge, secretário de Verde e Meio Ambiente.

Equipes ligadas à Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) e à Lei Cidade Limpa, que restringe a propaganda nas ruas, também estiveram no encontro para ajudar a definir as restrições legais.

Até maio, serão detalhadas as estações que terão as bicicletas, a quantidade delas à disposição, o tempo de gratuidade e a tarifa do aluguel.

O governo estadual começou a permitir no ano passado que ciclistas pudessem transportar suas bicicletas em trens do metrô e da CPTM, mas somente aos sábados (das 15h às 20h), domingos e feriados (das 7h às 20h) --e com embarque sempre no último vagão.

Há outros metrôs no mundo onde essa liberação já existe há anos e vale até em dias úteis.

Em alguns lugares da Europa a utilização de bicicletas vive um boom de usuários, até como alternativa ao uso do carro.

Em São Paulo e no Brasil, muitos técnicos criticam a falta de infra-estrutura e facilidades para esse tipo de transporte (como ciclovias e bicicletários).

Segundo dados do Ministério das Cidades, existem no país 60 milhões de bicicletas -uma para cada três habitantes. Mas elas são usadas só em 2,7% dos deslocamentos.

05/03/2008

Alugar bicicleta no Parque do Ibirapuera já custa 25% mais caro sem o Maisena

Gabriel Batista, Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - Sem as bicicletas de Evangelista Bernardo Viana, de 51 anos, mais conhecido como Maisena, os visitantes do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital, terão de pagar R$ 1 a mais para alugar uma "magrela" para passeios. Maisena cobrava R$ 4 por hora - e, segundo clientes, fazia fiado (aceitava pagamento dias depois). Já a empresa que agora tem permissão para explorar o serviço no parque aluga cada bicicleta por R$ 5 a hora.

Maisena estava instalado há 36 anos no parque, onde alugava e consertava bicicletas. Na última quarta-feira, ele teve suas 400 "magrelas" apreendidas pela Subprefeitura da Vila Mariana. Isso só foi feito porque a Prefeitura derrubou uma liminar que mantinha Maisena no parque. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente afirmou que o valor de R$ 5 foi uma condição imposta na licitação, feita na metade de 2007. Segundo a Secretaria, não há registro de reclamações sobre o preço.

Nesta segunda-feira, Maisena passou a tarde sentado no banco onde recebia os clientes, mas sem as bicicletas que sempre o rodeavam.

- Estava em casa, para esfriar a cabeça. Mas vim aqui para o parque, quero explicar ao pessoal o que está ocorrendo para ninguém achar que fui embora de uma hora para outra - disse Maisena, que é gago e semi-analfabeto.

A Prefeitura informou que ele não participou da licitação. Maisena afirmou que não soube que seria feita uma licitação.

Em um pilar ao lado de Maisena, um cartaz informava que os serviços de bicicletário agora são prestados no Portão 3, onde fica a empresa vencedora da licitação. Um cliente de Maisena, como tantos outros, fez questão de expressar seu descontentamento.

- Além de cobrar mais barato, o Maisena é confiável. Às vezes, eu chegava sem grana e ele deixava pagar depois - disse o cozinheiro Maurício Nogueira, de 24 anos. Alguns freqüentadores do parque fazem um abaixo-assinado em seu favor.

26/02/2008

A origem do Grupo, parte III

Olá pessoal, venho aqui colocar mais um relato - a terceira parte de nossa saga..rs
Então vamos lá...rs!

O Terceiro passeio que fizemos pelo CAB (Clube dos Amigos da Bike) foi para Piracaia, pertinho de Atibaia. O Percurso seria por volta de 19km, em torno de uma linda respresa.
Acordamos cedinho, mas bem cedinho, o ponto de encontro era na sede do CAB que fica no Ipiranga. Lá já estava sentado e sozinho um rapaz, aliás um grande rapaz de quase 1,90 de altura...rs..nosso grande Edison, fumando seu cigarrinho e quase tirando um cochilo, pois foi o primeiro a chegar e ele foi de bike. Nos apresentamos e deixamos a conversa correr solta..até que tb chega uma pequenina moça, a Adélia, sozinha tb, mas já toda falante e se apresentando, não muito típico dos orientais, pq são muito reservados, mas a Adelinha não, ela foi muito simpática e já tb se enturmando. E aos poucos foram chegando alguns e mais outros, colocamos nossas bikes no CAB-Móvel (um ônibus adaptado para levar as bikes) e todos já acomodados, alguns com soninho e outros ansiosos para saber o que nos esperava!! E assim partimos, pela Fernão Dias, fizemos uma pequena parada na estrada para um pequeno café da manhã, para os que ainda nem haviam comido....rs.

Logo depois voltamos para estrada e entramos na cidade de Piracaia, e para chegar na trilha, precisamos passar por dentro dela...e depois seguir uma estrada sinuosa, mas belíssima! Já todos mais e mais ansiosos, pq o lugar é realmente lindo, e estávamos com fogo na roupa para pegarmos nossas magrelas e cairmos na trilha, e quem sabe um pequeno banho na represa não nos aguardava hein?? Porque o calor estava de matar
Enfim chegamos em nosso ponto de partida, deixamos o ônibus num ponto da estrada, mas bem próximo da represa, e com nossas magrelas a postos, começamos o pedal, éramos mais ou menos, uns 25 ciclistas, contando com os guias do CAB. Seguimos por um trecho na estrada de asfalto, até chegarmos no ponto que começaria a trilha...uma ponte de concreto, onde avistamos a imensidão daquela represa, e como era linda!!!
A trilha é realmente excepcional, pois ela circunda toda a represa, tinha trechos planos, algumas boas subidas, trechos em qua só passavam duas bikes e mata quase fechada, mas tudo maravilhoso. Durante todo o percurso, a gente parava para tirar fotos, o Edison, ás vezes estava na frente e depois atrás, corria e ia devagar, um moleque mesmo..rs. A Adelinha ainda não estava acostumada com as trilhas, na verdade era sua primeira, e ela estava muito bem acompanhada pelo Vitao e pelo Jubis, que sempre está pronto pra ajudar e dar uns toques. A Adelinha levou uns dois tombinhos, mas nada grave. Quando nos encontrávamos na trilha eu sempre dava uns toques também e a acomanhava, até mesmo para ela se sentir mais segura. Começamos ali o nosso pequeno entrosamento, eu o Julio, a Adelinha e o Ed. Sempre que dava, a Adelinha ou o Ed tiravam fotos, e nos incluiam nelas...parecia que já tínhamos pedalado muitas outras vezes. Surgiu sim uma sintonia, pois gostamos das mesmas coisas, e se não fosse por esse lindo lugar e pela trilha de Piracaia, a gente não teria se conhecido. E para finalizar esse belo pedal, nada melhor que se refresacar naquela represa maravilhosa!! Hummm..diliça!! rs
O Ed havia comentado de sua esposa a Julia, que gostaria muito que ela o acopanhasse nessas bagunças, e a gente nem imaginava que um dia a Julia faria sua primeira trilha com a gente mesmo, mas isso é uma outra história, em outro capítulo...rs. O que posso dizer pra finalizar, é que quando voltamos, já dentro do ônibus, trocamos telefones e e-mails, mas a gente não imaginava que esses simples
gestos nos deixaria muito mais próximos, e nos transformariam em ótimos amigos!!

14/02/2008

A origem do Grupo, parte II

Depois de um bom tempo sumida, retomo o relato de como esse grupo se formou, então segue a
2º parte: Recapitulando um pouco da 1º parte, conhecemos primeiramente, eu (Aninha) e Julio (maridão) a Ive e a Bete, em Avaré. Foi com elas que começamos a praticar mais MTB, pois só circulávamos nas ruas de São Paulo. Como havia comentado, elas nos deram uma dica para fazermos parte de um grupo que tem aqui em sampa, o CAB, e foi com eles que fizemos alguns passeios. O primeiro, eu chamo de batizado, foi em um dia hiper frio, aliás congelante que fez em São Paulo, se não me engano em julho de 2007 na Represa de Guarapiranga, vocês não têm a noção do quanto estava frio, a garoa caindo..um frio de acabar com qualquer pique para o pedal, mas estávamos lá (50 bikers ao todo), os quatro...rs..e no fim foi muito legal..rs...demos muitas risadas, pois éramos só lama...rs.

O nosso segundo passeio também foi uma aventura....porque não estávamos preparados pra o que nos aguardava. Foi na Juréia, um lugar muito bonito, e uma pousadinha excelente!! Mas tanto eu quanto o Julio não estávamos ainda acostumados a trilhas pesadas, e mais ainda, estávamso com bikes muito pesadas, e a minha não era adequada para meu tamanho, então passamos por muitas provações nesse dia...rs. Mas esse passeio noss trouxe também um belo presente, conhecemos o Régis, ele ainda um pouco tímido e sozinho...no cantinho dele...querendo particiar das conversas...e quando o Julio percebeu, logo foi enturmando ele no nosso papo. E assim passamos a noite: comemos um bela comidinha caseira e jogamos muito pebolim..perdi muito é claro...rs..mas a Ive arrasava...rs. Foi uma noite perfeita...e não imaginávamos que ali adentrava mais uma pessoa no quarteto fantástico, que logo passou a se chamar quinteto..rs.
O Régis, aguentou firme todo o percurso, a Ive e a Betinha também (foram aproximadamente 56km e bem puxados) , mas não posso dizer o mesmo de mim e do Julio, pois passei mal da pressão, a bike só dando problemas...terminamos o passeio no carro de apoio, mas não tenho vergonha nehuma disso..rs, pois o saldo foi mais que positivo. O Régis com aquele tamanhão todo mete medo, mas é um doce de menino...rss...e tem uma risada muito gostosa. Foi um passeio que deixou marcas...até traumas...rs...mas nada como estar na companhia de pessoas tão maravilhosas para amenizar tudo... era mais um na turminha, mais um para vir a acrescentar e quando voltamos pra sampa a amizade veio junto e isso sim foi um presentão!!
Até o proximo capítulo da novela...Fomos de Bike....rs